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O que fazer no Rio · Natureza

Floresta da Tijuca

Parque Nacional da Tijuca9,0 km do Mirante

A Floresta da Tijuca, parte do Parque Nacional da Tijuca, é uma das maiores florestas urbanas do mundo. Trilhas, cachoeiras, mirantes e picos se espalham pelas montanhas no meio da cidade, e em poucos minutos o barulho do trânsito dá lugar ao canto dos pássaros e ao som da água correndo.

A mata do Parque Nacional da Tijuca e, ao longe, a Baía de Guanabara Foto: Cesar Vieira · CC BY-SA 4.0 · Wikimedia Commons

Por trás desse verde há uma história de recuperação. No século XIX, as plantações de café tinham devastado as encostas e ameaçavam as nascentes que abasteciam a cidade de água. Em 1861, por ordem do imperador Dom Pedro II, o major Manuel Gomes Archer começou ali um grande trabalho de reflorestamento.

Archer trabalhou com seis trabalhadores escravizados, cujos nomes a história registrou: Eleutério, Constantino, Manoel, Mateus, Leopoldo e Maria. Ao longo dos anos, foram plantadas cerca de 100 mil mudas. O trabalho foi continuado depois pelo Barão de Escragnolle e, em 1961, a área passou a fazer parte do recém-criado Parque Nacional da Tijuca.

Entre os pontos mais visitados estão a Capela Mayrink, pequena igreja no meio da mata que ganhou painéis de Candido Portinari — os originais foram levados para um museu, e hoje a capela exibe reproduções —, o Açude da Solidão, um lago cercado de árvores, e a Cascatinha Taunay. Para quem gosta de desafio, a trilha do Pico da Tijuca leva a um dos pontos mais altos da cidade, a 1.021 metros.

O ponto forte é a variedade: dá para fazer um passeio curto entre mirantes e cachoeiras ou passar o dia em trilhas mais longas. Macacos-prego, quatis e muitas aves aparecem com frequência. O centro de visitantes, na área de entrada da Praça Afonso Viseu, tem mapas e informações sobre as trilhas.

Dicas: vá cedo e leve água, lanche, repelente e calçado próprio para trilha. Contratar um guia é altamente recomendável: não é difícil se perder em uma trilha. Não alimente os animais, evite as trilhas em dias de chuva e planeje sair antes de escurecer. Para o almoço, vale a parada no restaurante Os Esquilos, que funciona desde 1945 dentro da floresta, a cerca de 2,5 km da Praça Afonso Viseu, na antiga casa onde morou o Barão de Escragnolle; confira os dias de funcionamento antes de ir.