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O que fazer no Rio · Natureza

Jardim Botânico

Jardim Botânico4,5 km do Mirante

Aos pés do Corcovado, o Jardim Botânico do Rio de Janeiro é um dos lugares mais tranquilos da cidade e uma instituição com mais de dois séculos de história. São alamedas de palmeiras, estufas, lagos e recantos de mata, com o Cristo Redentor aparecendo entre as árvores.

As palmeiras imperiais do Jardim Botânico Foto: Marinelson Almeida · CC BY 2.0 · Wikimedia Commons

Foi criado em 13 de junho de 1808 pelo príncipe regente Dom João, futuro Dom João VI, pouco depois da chegada da corte portuguesa ao Brasil. A ideia era aclimatar especiarias e plantas trazidas de outras partes do mundo, que poderiam ser cultivadas no país.

O símbolo do jardim é a palmeira-imperial. A primeira, a “Palma Mater”, foi plantada pelo próprio Dom João; destruída por um raio em 1972, deixou descendentes que continuam no parque. Em 1842 foi plantada a Aleia Barbosa Rodrigues, a famosa alameda de palmeiras-imperiais que virou uma das imagens mais conhecidas do Rio.

O acervo reúne cerca de 6.500 espécies. Entre os destaques estão o orquidário, a estufa das bromélias, o jardim japonês, o jardim sensorial — pensado para ser explorado pelo tato e pelo olfato — e o lago com vitórias-régias, as enormes plantas aquáticas da Amazônia.

O ponto forte é a calma: caminhar sem pressa sob as árvores, ouvindo os pássaros, e cruzar com tucanos e macacos pelos galhos. Cada canto guarda uma surpresa, das árvores centenárias aos pequenos lagos escondidos, e a luz da manhã deixa tudo ainda mais bonito.

Dicas: a entrada é paga — confira valores e horários no site oficial. Vá de manhã, quando a temperatura é mais agradável, leve água e repelente e use calçado confortável, porque o parque é grande. Reserve pelo menos duas horas para o passeio.