Aos pés do Corcovado, o Jardim Botânico do Rio de Janeiro é um dos lugares mais tranquilos da cidade e uma instituição com mais de dois séculos de história. São alamedas de palmeiras, estufas, lagos e recantos de mata, com o Cristo Redentor aparecendo entre as árvores.
Foi criado em 13 de junho de 1808 pelo príncipe regente Dom João, futuro Dom João VI, pouco depois da chegada da corte portuguesa ao Brasil. A ideia era aclimatar especiarias e plantas trazidas de outras partes do mundo, que poderiam ser cultivadas no país.
O símbolo do jardim é a palmeira-imperial. A primeira, a “Palma Mater”, foi plantada pelo próprio Dom João; destruída por um raio em 1972, deixou descendentes que continuam no parque. Em 1842 foi plantada a Aleia Barbosa Rodrigues, a famosa alameda de palmeiras-imperiais que virou uma das imagens mais conhecidas do Rio.
O acervo reúne cerca de 6.500 espécies. Entre os destaques estão o orquidário, a estufa das bromélias, o jardim japonês, o jardim sensorial — pensado para ser explorado pelo tato e pelo olfato — e o lago com vitórias-régias, as enormes plantas aquáticas da Amazônia.
O ponto forte é a calma: caminhar sem pressa sob as árvores, ouvindo os pássaros, e cruzar com tucanos e macacos pelos galhos. Cada canto guarda uma surpresa, das árvores centenárias aos pequenos lagos escondidos, e a luz da manhã deixa tudo ainda mais bonito.
Dicas: a entrada é paga — confira valores e horários no site oficial. Vá de manhã, quando a temperatura é mais agradável, leve água e repelente e use calçado confortável, porque o parque é grande. Reserve pelo menos duas horas para o passeio.
Sites oficiais: Jardim Botânico do Rio de Janeiro ↗Ingressos do Jardim Botânico ↗