Dentro da Floresta da Tijuca, as cachoeiras são um dos passeios mais refrescantes do Rio. Há quedas para todos os gostos: algumas ao lado da estrada, outras no fim de trilhas curtas, sempre cercadas pela Mata Atlântica e com a temperatura bem mais amena que na orla.
A mais famosa é a Cascatinha Taunay, com cerca de 35 metros de queda, bem junto à estrada. O nome homenageia o pintor francês Nicolas-Antoine Taunay, que chegou ao Brasil com a Missão Artística Francesa, em 1816, e morou nas redondezas. Hoje é uma das paradas mais fotografadas do parque.
Seguindo por trilhas curtas a partir das estradas do parque, chega-se a outras quedas menores, como a Cachoeira das Almas. São caminhos em meio à mata, com riachos, pedras e muita sombra, que podem ser feitos em poucos minutos ou encadeados num passeio mais longo.
O banho é permitido apenas em alguns pontos: siga a sinalização do parque e as orientações dos guarda-parques. A água desce das nascentes da serra e costuma ser bem fria, e as pedras molhadas são escorregadias — cuidado redobrado perto das quedas.
O ponto forte é o contato com a natureza a poucos quilômetros da cidade. Pelo caminho é comum encontrar macacos-prego, quatis e muitas aves, além de borboletas, bromélias e árvores enormes da Mata Atlântica. É um passeio que agrada a crianças e adultos e cabe numa manhã.
Dicas: vá de manhã, quando há menos gente e mais frescor. Leve água, repelente e calçado com boa aderência, e não alimente os animais. Evite as trilhas depois de chuvas fortes e combine a visita com a Capela Mayrink e o Açude da Solidão, ali perto.