No alto da encosta que sobe da Lapa, o Convento de Santa Teresa é o edifício que deu nome ao morro e ao bairro. Discreto, de paredes brancas, fica logo acima dos Arcos e bem perto do topo da Escadaria Selarón — um pedaço do Rio do século XVIII no meio da paisagem mais visitada da região.
O convento das Carmelitas Descalças foi concluído em 1750. Sua fundação está ligada a Jacinta de São José, nascida Jacinta Rodrigues Aires, figura central no projeto de trazer as monjas carmelitas para o Rio, e contou com o apoio do governador Gomes Freire de Andrade.
Antes, o morro se chamava Morro do Desterro. Com o convento dedicado a Santa Teresa de Ávila, a reformadora da ordem carmelita, o nome mudou — primeiro o do morro, depois o do bairro que cresceu em volta, hoje famoso pelos casarões, pelos ateliês e pelo bondinho.
O convento continua ativo: as freiras vivem ali em clausura, dedicadas à oração, e por isso não há visitação ao interior. O público pode entrar apenas na capela, nos horários de missa, e a experiência é de silêncio e recolhimento.
O ponto forte é o lugar na paisagem: o prédio colonial no alto da escadaria, com os Arcos logo abaixo. O convento também inspirou o Bloco das Carmelitas, um dos mais queridos do Carnaval de Santa Teresa, nascido da lenda de uma freira que teria pulado o muro para cair na folia — muitos foliões saem vestidos de freira.
Dicas: respeite o silêncio e a rotina das freiras — é um convento de clausura, não uma atração turística. Confira os horários das missas antes de ir, visite de dia e combine com a Escadaria Selarón e um passeio por Santa Teresa. Vá e volte de carro por aplicativo.