No Centro, perto dos Arcos da Lapa, a Catedral Metropolitana de São Sebastião é um dos edifícios mais marcantes do Rio. Dedicada ao padroeiro da cidade, tem a forma de um grande cone de concreto, muito diferente das catedrais tradicionais — e costuma surpreender quem entra pela primeira vez.
O projeto é de Edgar de Oliveira da Fonseca, e a obra foi realizada entre 1964 e 1979. A forma cônica foi inspirada, segundo o projeto, nas pirâmides maias. São 75 metros de altura e 106 metros de diâmetro na base — dimensões que só se percebem de verdade lá dentro.
O grande destaque são os quatro vitrais, com cerca de 64 metros de altura cada, que sobem do chão ao teto, cada um com uma cor predominante. Vistos de dentro, parecem rasgar o concreto de alto a baixo, e a luz que entra por eles muda de tom ao longo do dia. No alto, eles se encontram e formam uma cruz de luz.
A catedral comporta cerca de 5 mil pessoas sentadas e até 20 mil em pé. No subsolo funciona um museu de arte sacra. Ela recebeu as visitas de dois papas: João Paulo II, em 1980, e Francisco, em 2013, durante a Jornada Mundial da Juventude.
O ponto forte é a luz: por volta do meio-dia, o sol atravessa os vitrais e tinge o interior de cores. O silêncio do espaço enorme, apesar do trânsito lá fora, e a escala da construção fazem da visita uma experiência marcante, mesmo para quem não é religioso.
Dicas: vá perto do meio-dia para ver os vitrais em todo o seu brilho e confira os horários de visitação e das missas nos canais oficiais. Combine com os Arcos da Lapa e a Escadaria Selarón, ali perto.
Site oficial: Catedral Metropolitana ↗