No bairro da Saúde, na zona portuária, a Pedra do Sal é um grande afloramento de rocha com degraus escavados, considerado o coração da Pequena África e um dos lugares sagrados do samba carioca.
O nome vem do período colonial, quando o sal que chegava ao porto era descarregado ali por trabalhadores escravizados. A região concentrou, depois da abolição, uma grande comunidade negra vinda sobretudo da Bahia, com seus terreiros, festas e rodas de música.
Na virada do século XIX para o XX, a Pedra do Sal era ponto de encontro de músicos como Pixinguinha, Donga e João da Baiana, que ajudaram a criar o samba. O lugar também tem importância religiosa para as tradições afro-brasileiras.
Em 20 de novembro de 1984, a Pedra do Sal foi tombada pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural. Em 2005, a comunidade do entorno foi reconhecida como remanescente de quilombo urbano pela Fundação Cultural Palmares.
Hoje o lugar recebe rodas de samba ao ar livre, em geral às segundas e sextas à noite, que reúnem moradores, músicos e visitantes em volta de mesas improvisadas. É samba de raiz, na rua, onde tudo começou.
Dicas: vá e volte de aplicativo, leve dinheiro trocado para as bebidas e só o necessário. De dia, combine com o Cais do Valongo, o Museu do Amanhã e o Morro da Conceição, ali perto.