Ao lado da Praça XV, no Centro, o Arco do Teles dá passagem para a Travessa do Comércio, uma ruela de sobrados coloniais que, no fim do expediente, se enche de mesas na calçada, chope e conversa.
O arco é do século XVIII e foi projetado pelo engenheiro militar José Fernandes Pinto Alpoim. O nome vem da família Teles de Menezes, dona dos prédios do lugar, que foram em boa parte destruídos por um incêndio em 1790. O arco sobreviveu e virou uma das imagens do Rio colonial.
Na Travessa do Comércio, no número 13, funcionou a pensão da família de Carmen Miranda, onde sua mãe servia refeições; a cantora morou ali na juventude. Hoje o casario abriga bares e restaurantes.
O ponto forte é o clima de Rio antigo com vida de bairro: de dia, dá para combinar com o Paço Imperial, o Museu Histórico Nacional e a Igreja da Candelária; no fim da tarde, a travessa vira um dos happy hours mais animados do Centro.
Dicas: vá num dia de semana, no fim da tarde, quando o movimento é maior. Nos fins de semana, o Centro fica mais vazio e muitos bares fecham — confira antes.