A Lapa é o coração da boemia carioca. Aos pés de Santa Teresa, o bairro reúne os Arcos, casarões antigos, bares, casas de samba e de forró, e uma multidão que sai às ruas nas noites de sexta e sábado.
O nome vem da igreja de Nossa Senhora da Lapa do Desterro, do século XVIII. No início do século XX, a Lapa virou o reduto de sambistas, cabarés e malandros — e também de artistas e escritores. Villa-Lobos, Manuel Bandeira e Carmen Miranda moraram por ali; a fama de “Montmartre carioca” veio desse tempo.
Depois de décadas de decadência, o bairro renasceu a partir dos anos 1990, com a recuperação de sobrados da Rua do Lavradio e a abertura de casas de música. Hoje é o segundo destino mais procurado por turistas estrangeiros na cidade, depois de Copacabana.
O cartão-postal é o Aqueduto da Carioca, os Arcos da Lapa, concluído no século XVIII para levar água à cidade e usado desde 1896 como viaduto do bondinho de Santa Teresa. Em volta ficam o Circo Voador, a Fundição Progresso, a Sala Cecília Meireles, a Catedral e a Escadaria Selarón.
O ponto forte é a música ao vivo: samba, choro, forró e MPB em casas como as da Rua do Lavradio e da Rua Joaquim Silva. A Lapa também é boa de dia, para ver os Arcos, a Escadaria e os antiquários do Lavradio.
Dicas: à noite, prefira ir e voltar de aplicativo, circule apenas pelas ruas mais movimentadas, leve só o necessário e tome cuidado com seus pertences: a Lapa é o berço da malandragem carioca. Muitas casas cobram entrada e têm programação diferente a cada noite — vale a pena conferir antes.