Nas areias de Copacabana, no fim da tarde, é comum ver duplas trocando a bola por cima da rede sem usar as mãos: é o futevôlei, um esporte que nasceu justamente ali e hoje é praticado no mundo inteiro. Assistir — ou arriscar uns toques — é um jeito bem carioca de viver a praia.
O futevôlei surgiu em Copacabana nos anos 1960, e o nome de Octávio de Moraes costuma ser citado como o de seu criador. Conta-se que, quando o futebol na areia passou a sofrer restrições, os jogadores adaptaram as redes de vôlei e começaram a jogar com os pés, o peito e a cabeça.
As regras lembram as do vôlei: duplas de cada lado, até três toques por lado e a bola passando por cima da rede — tudo sem as mãos. O resultado é um jogo de muita habilidade e jogadas acrobáticas, que atrai curiosos para a beira das quadras.
Na mesma praia, outra cena típica é o altinho: rodas de pessoas mantendo a bola no ar com os pés, o peito e a cabeça, sem placar e sem competição — o objetivo é só não deixar a bola cair. É um dos passatempos mais cariocas que existem, visto em Copacabana, Ipanema e outras praias da cidade.
Copacabana também é palco do futebol de areia. Em 1995, a praia recebeu o primeiro Campeonato Mundial de Beach Soccer, vencido pelo Brasil, e desde então o esporte ganhou força e seleções no mundo todo. As quadras montadas na orla seguem recebendo peladas e torneios.
Dicas: o fim da tarde é o melhor horário para assistir, quando o sol está mais fraco e as quadras ficam cheias. Quem quiser aprender encontra professores na areia que dão aulas para iniciantes — é só perguntar. Leve água e protetor solar e peça licença antes de entrar numa roda de altinho.