Na Avenida Rio Branco, na Cinelândia, o Museu Nacional de Belas Artes guarda uma das principais coleções de arte brasileira dos séculos XIX e XX. É o lugar para ver de perto pinturas que muitos brasileiros conhecem das páginas dos livros de história da escola.
O museu foi criado em 1937, mas o acervo é bem mais antigo: é herdeiro da Academia Imperial de Belas Artes, fundada em 1826, que nasceu da Missão Artística Francesa — grupo de artistas que chegou ao Rio em 1816, entre eles Jean-Baptiste Debret e Nicolas-Antoine Taunay.
O prédio, de 1908, foi projetado pelo arquiteto espanhol Adolfo Morales de los Ríos para abrigar a Escola Nacional de Belas Artes, e sua fachada se inspira no Museu do Louvre, em Paris. Ele completa o conjunto da Cinelândia, ao lado do Theatro Municipal e da Biblioteca Nacional.
Entre os destaques estão “Primeira Missa no Brasil” (1860), de Victor Meirelles, e a monumental “Batalha do Avaí”, de Pedro Américo, sobre a Guerra do Paraguai — telas que ajudaram a construir a imagem que o Brasil fazia de si mesmo no século XIX. Do século XX, chama atenção “Café” (1935), de Candido Portinari, sobre o trabalho nas lavouras.
O acervo reúne ainda obras de Almeida Júnior, com suas cenas do interior paulista, e de Eliseu Visconti, que também decorou o vizinho Theatro Municipal, além de esculturas, gravuras e obras de artistas europeus. É um panorama de como a arte brasileira se formou e se transformou.
Dicas: o museu passou por obras de reforma nos últimos anos, e algumas salas podem estar fechadas — confira nos canais oficiais o que está aberto antes de ir. Reserve tempo para os grandes quadros históricos, que merecem ser vistos com calma e a certa distância.
Site oficial: Museu Nacional de Belas Artes ↗