Na Cinelândia, de frente para a Praça Floriano, o Theatro Municipal é o principal palco de ópera, balé e música clássica do Rio — e um dos prédios mais bonitos do país. Com suas cúpulas, colunas e esculturas, é o grande símbolo da Belle Époque carioca, época em que o Rio queria se parecer com Paris.
Foi inaugurado em 14 de julho de 1909, em meio às reformas urbanas do prefeito Pereira Passos, que abriram a Avenida Central — atual Avenida Rio Branco — e redesenharam o Centro. O projeto, vencedor de um concurso, é de Francisco de Oliveira Passos, filho do prefeito, com a colaboração do arquiteto francês Albert Guilbert.
A inspiração é a Ópera de Paris, o Palais Garnier, e isso se nota na escadaria de mármore, nos salões dourados, nos vitrais e nos mosaicos. A decoração reuniu grandes artistas brasileiros: Eliseu Visconti pintou o pano de boca e tetos do teatro, e Rodolfo Amoedo também assina pinturas decorativas.
A sala tem cerca de 2.200 lugares e é a casa da Orquestra Sinfônica, do Balé e do Coro do Theatro Municipal, com temporadas de ópera, balé e concertos. No subsolo, o Salão Assyrius, um restaurante com decoração inspirada na arte da antiga Assíria, é uma surpresa à parte, bem diferente do resto do prédio.
O ponto forte é assistir a um espetáculo ali dentro: a acústica, o teto pintado e o brilho da sala fazem parte da experiência. Quem não tiver essa chance pode fazer a visita guiada, que percorre o foyer, a plateia e os salões e conta a história do teatro e dos artistas que passaram por seu palco.
Dicas: consulte a programação, os ingressos e os horários das visitas guiadas nos canais oficiais do teatro. Mesmo os lugares mais baratos, nos andares superiores, valem a pena — a vista do salão lá do alto é impressionante. A Biblioteca Nacional e o Museu Nacional de Belas Artes ficam na mesma praça.
Site oficial: Theatro Municipal ↗